Falando francamente.

Caros amigos.

Não tenho, ainda, nenhuma notícia nova sobre o andamento da reivindicação imanente de nossa ação própria. Não significa que ela esteja parada. Por outro lado, uma grita não é sair berrando ao relento, sem base sólida. Ou seja: sem um número significativo de adeptos que represente a categoria. Ainda somos uns gatos pingados, cerca de mil, com muita disposição, frente ao número de indecisos, desinteressados, ou mesmo discordantes, de colegas, cujas verdadeiras razões ainda desconheço. Dada a premente necessidade de mudanças, suponho que a resistência, ande por conta de um atávico comportamento de temor em entrar numa reforma radical, que transforme o estatus individual dos que se julgarão prejudicados em suas arrecadações, ou desconfiados dos propósitos manifestados em nossos textos, ou por não quererem se imiscuir, como alguns que se confessam ignorantes sobre o assunto intrincado do direito autoral. Muitas suposições estão embutidas no seu silêncio, cuja ausência no projeto, desmotiva seus seguidores a se engajar.

Isto não significa que o GRITA deva fechar suas portas. Por nosso lado, uma coisa ou outra, ainda carece de definição, motivadas pela falta de recursos materiais para transformar a empreitada num acontecimento. Começamos engatinhando e aos poucos, alimentando seu crescimento. Em breve, se implementará um fórum de debates, como nova experiência, onde discutiremos nossos problemas para, quem sabe, avançarmos mais um pouco. Não estamos interessados em transformar nosso comportamento nos “oba-obas” costumeiros, para morrermos na praia, como de habito. Ha um propósito de implementar um nicho para o compositor brasileiro, que ao estar sedimentado, será entregue à classe para administra-lo como melhor lhe convier.

Até junho do ano que vem, ao completar meus oitentinha, deixarei o GRITA nas mãos de vocês como um presente pelo amor que tenho por nossos criadores. Até lá vou levando da forma mais objetiva, dentro de minhas limitações, com as portas do Blog abertas para o colega que quiser cooperar. Não cheguei a formular nenhum pedido de adesão diretamente a este ou àquele companheiro, a não ser aos da abertura do blog, por achar, com muito otimismo, que isto seria desnecessário. Falta de tato. Não levei em conta a nossa vaidade natural . Deixemos isso pra lá, porque mais cedo ou mais tarde estaremos todos neste bonde, ou similar, trilhando a independência de um destino certo.

Aos mais aguerridos, ja inscritos, devo dizer, que com menos de 5.000 adesões, não me atrevo a falar em nome da classe, portanto sem um plano de ação mais objetivo do que o realizado até o momento. Durante os debates no fórum discutiremos isso melhor. Só mais um pequeno tempo de paciência. Fiquemos ligados nas notícias da ação que estamos seguindo e postando no blog, para mante-los informados. “La nave va” .

Beijo a todos
Sergio Ricardo

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5 respostas em “Falando francamente.

  1. Somos “apenas” mil ???
    Meu querido Sérgio quero dizer que com sua admirável e incansável luta e como nossas “mil ” incansáveis vozes , nos tornamos uma multidão!!!
    No ano que vem estaremos comemorando seus oitentinha e nossa vitória. Tenho certeza que nada conseguirá calar a GRITA ,
    Beijos e minha eterna admiração

    • Obrigado, Ninah.
      O terreno é pedregoso mas ja foi possivel cravar o mastro do circo. Faltam as estacas que estenderão a lona, para o inicio do espetáculo. É só ter mais um pouco de paciência. Lotaremos a casa, tenho certeza.
      Beijo comovido sua esperança. Valeu!

  2. Da solidão de um computador ao congestionamento de informações e indagações na internet, me aconchego a uma minoria que urina fora do pinico… Não porque falte à pontaria, falta é o pinico mesmo já que insistem em mudá-lo de lugar a toda hora.
    Como músico, intérprete, compositor me sinto uma ave com asas partidas, presa e encurralada em um curral de bois (não há touros ou vacas), aguardando o estouro da boiada para sentenciar seu último suspiro. Nesse barulho que hoje alguns chamam de música, disso ou daquilo, não sobra espaço nem para um carcará caçar… O céu continua livre para o vôo de quantos pássaros puderem voar, mas como alçar vôo de dentro de um curral onde a preocupação constante de se desviar das patas, torna o céu uma distancia infinita entre o querer e o crer. Sei não, passarinho sem fonte morre de sede e nem de alimento servirá no curral, afinal o boi é vegetariano… Quiçá se enterre no estrume e num desses milagres da natureza, se transforme em semente e nasça novamente em forma de planta, não voa, mas alimenta e encanta…
    Cayê Milfont

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