NOTICIA ALARMANTE ABALA PRODUÇÃO INDEPENDENTE

Caros Amigos

Na intenção de atualizar TODOS quanto as questões da PEC (projeto de emenda constitucional) da Musica passo a vocês as seguintes informações:
Pra quem não sabe ou se esqueceu…
A PEC da Musica propõe a imunidade tributária para os fonogramas e videofonogramas de artistas e/ou autores brasileiros.
A imunidade acaba com os impostos sobre as gravações de musica e músicos brasileiros e tem as missões de:

1) Sanar uma injustiça tributária que permite que artistas estrangeiros acabem pagando menos impostos que artistas independentes brasileiros. Que o Rock americano tenha benefícios fiscais aos quais as músicas folclórica, clássica, instrumental e independente brasileiras não tem acesso.
2) Promover, em contrapartida, a diminuição do preço da musica brasileira permitindo maior acesso à nossa música pelo nosso povo.
3) Com a chegada do I-Tunes no Brasil e o flagrante crescimento do mercado virtual através de telefonia móvel e internet, promover a música brasileira, que terá uma diferença de valor de até 35%, de forma a que esta possa fazer frente à música estrangeira. foco principal deste tipo de consumidor.
4) Revitalizar uma Industria assolada pela pirataria fonográfica devolvendo VALOR INSTITUCIONAL ao nosso conteúdo, pois NÃO SE PODE COMBATER ROUBO COM PREÇO.
5) Promover a recuperação financeira e o interesse pelo produto musical brasileiro nos poucos pontos de venda de CDs, DVDs e Blu-Rays que ainda existem no Brasil e agregar valor ao produto musical brasileiro nas vendas virtuais.
6) Devolver às gravadoras multinacionais e nacionais de grande porte o interesse pela MÚSICA DO BRASIL.
7) Proporcionar legalidade a milhares de artistas que hoje se veem a margem da Indústria por não terem acesso a pontos de venda formais ou mesmo a possibilidades de distribuição de seus produtos independentes e autoproduzidos.

DADOS DA INDÚSTRIA
1) A Indústria fonográfica brasileira já foi a Quinta maior do mundo e hoje é a décima segunda.
2) A Música brasileira já representou 85% do consumo de música no País e hoje representa pouco mais de 70% e continua caindo.
3) O Mercado já somou faturamentos de mais de 1 bilhão de dólares anuais e hoje mal fatura 300 milhões de Reais.
4) A Música gravada é o que permite ao artista e ao compositor brasileiro circularem em larga escala no Brasil e serem exportados.
5) A arrecadação de tributos sobre o produto fonográfico hoje representa menos de 0,01% do PIB tributário do Brasil.
6) O futuro da Indústria está caminhando a passos largos para o mercado virtual e Manaus nada tem a ver com isso, pelo contrário, Manaus se locupletaria dessa expansão fabricando mídias virgens para armazenamento destes conteúdos.
7) Manaus diz que perderá 7000 empregos… Isso é uma mentira vergonhosa pois a PEC se endereça exclusivamente a música brasileira e as fábricas hoje ganham seu dinheiro com filmes e discos de CD, DVD e BD virgens. Além disso manufaturam e distribuem de tudo. De motocicletas a facas tramontina.

PARA MAIOR APROFUNDAMENTO:

O QUE MANAUS NÃO DIZ:
1) É que o Governo do Amazonas devolve 82% do ICMS arrecadado sobre o preço final pela venda dos discos às próprias fábricas sem que isso represente um compromisso de repasse para o preço dos discos ou fomento a produção de música no Brasil.
2) Que estas fábricas usam este dinheiro para engordar seus cofres ou servir de barganha para atrair grandes gravadoras que já tem um preço menor na fabricação de seus produtos por conta da escala de quantidades produzidas por estas grandes empresas.
3) É que as campanhas dos parlamentares amazonenses mais ativos nessa oposição à PEC, bem como, a do Prefeito de Manaus e do Governador do Amazonas recebem financiamentos diretos destas fábricas. O que não é ilegal, mas se torna imoral quando fica claro que o patrão nesse Estado são as fábricas e não o bom senso democrático em prol de um equívoco tributário dessa magnitude cometido contra a classe musical brasileira.

O QUE MANAUS DIZ:
1) Caso o PEC passe as fábricas liquidarão 7000 empregos.
MENTIRA: As fabricas são robotizadas e 8 pessoas rodam duas linha produzindo até 50.000 discos por dia. Além disso, a distribuição dos produtos a partir de Manaus tem nos discos de musica brasileira uma fração de sua representação. Mais uma questão: Que estas fábricas demonstrem quantas pessoas empregam EXCLUSIVAMENTE para a produção de discos contendo material brasileiro.
2) Que o disco custa menos que R$ 2,00.
MENTIRA: e só se for para as grandes gravadoras pois gravadoras e artistas pagam em torno de R$ 4,00 com o frete e a substituição tributária. O detalhe é que a grande gravadora venderá por até R$ 40,00 enquanto o independente não venderá por mais de R$ 20,00. Preços finais de loja.
3) Que a aprovação da PEC vai aumentar a pirataria física.
OBS: Quem hoje fabrica os discos virgens, base para esta pirataria, está justamente em Manaus e demonstra que essa indústria se multiplicou por 100 nos últimos 10 anos enquanto que a fabricação do disco gravado caiu mais que 70%.

SITUAÇÃO ATUAL
1) Quando o disco é fabricado em Manaus e enviado para o artista ou gravadora ele recolhe impostos de ICMS e substituição tributária o que oneram demais o disco.
2) Quando esse artista ou gravadora independente distribui seu próprio disco a partir de outro estado que não o Amazonas, ele paga a diferença desse ICMS e da Substituição Tributária onerando ainda mais o disco em questão.
3) Quando esse artista ou gravadora entrega a sua distribuição para a fábrica que o manufaturou distribui-lo a partir de Manaus, essa fábrica recolhe o ICMS e a substituição tributária e paga ao Governo do Amazonas apenas 18% do arrecadado ficando com o resto.

QUAL É O PROBLEMA DA DISCREPÂNCIA TRIBUTÁRIA:
1) No caso de negociação com uma grande gravadora (SONY, UNIVERSAL, WARNER, SOM LIVRE, EMI) eles devolvem a essas gravadoras, como parte da negociação de preços, um pedaço desses impostos, mas não o fazem com gravadoras menores e muito menos com artistas autoprodutores quando estes são grandes o suficiente para serem atraentes à distribuição de uma fábrica.
2) A Musica Clássica
Caros Amigos

Na intenção de atualizar TODOS quanto as questões da PEC da Musica passo a voces as seguintes informações:
Pra quem não sabe ou se esqueceu…
A PEC da Musica propõe a imunidade tributária para os fonogramas e videofonogramas de artistas e/ou autores brasileiros.
A imunidade acaba com os impostos sobre as gravações de musica e musicos brasileiros e tem as missões de:

1) Sanar uma injustiça tributária que permite que artistas estrangeiros acabem pagando menos impostos que artistas independentes brasileiros. Que o Rock americano tenha benefícios fiscais aos quais as músicas folclórica, clássica, instrumental e independente brasileiras não tem acesso.
2) Promover, em contrapartida, a diminuição do preço da musica brasileira permitindo maior acesso à nossa música pelo nosso povo.
3) Com a chegada do I-Tunes no Brasil e o flagrante crescimento do mercado virtual através de telefonia móvel e internet, promover a música brasileira, que terá uma diferença de valor de até 35%, de forma a que esta possa fazer frente à música estrangeira. foco principal deste tipo de consumidor.
4) Revitalizar uma Industria assolada pela pirataria fonográfica devolvendo VALOR INSTITUCIONAL ao nosso conteúdo, pois NÃO SE PODE COMBATER ROUBO COM PREÇO.
5) Promover a recuperação financeira e o interesse pelo produto musical brasileiro nos poucos pontos de venda de CDs, DVDs e Blu-Rays que ainda existem no Brasil e agregar valor ao produto musical brasileiro nas vendas virtuais.
6) Devolver às gravadoras multinacionais e nacionais de grande porte o interesse pela MÚSICA DO BRASIL.
7) Proporcionar legalidade a milhares de artistas que hoje se veem a margem da Industria por não terem acesso a pontos de venda formais ou mesmo a possibilidades de distribuição de seus produtos independentes e autoproduzidos.

DADOS DA INDUSTRIA
1) A Industria fonográfica brasileira já foi a Quinta maior do mundo e hoje é a décima segunda.
2) A Música brasileira já representou 85% do consumo de música no País e hoje representa pouco mais de 70% e continua caindo.
3) O Mercado já somou faturamentos de mais de 1 bilhão de dólares anuais e hoje mal fatura 300 milhões de Reais.
4) A Música gravada é o que permite ao artista e ao compositor brasileiro circularem em larga escala no Brasil e serem exportados.
5) A arrecadação de tributos sobre o produto fonográfico hoje representa menos de 0,01% do PIB tributário do Brasil.
6) O futuro da Industria está caminhando a passos largos para o mercado virtual e Manaus nada tem a ver com isso, pelo contrário, manaus se locupletaria dessa expansão fabricando mídias virgens para armazenamento destes conteúdos.
7) Manaus diz que perderá 7000 empregos… Isso é uma mentira vergonhosa pois o PEC se endereça exclusivamente a música brasileira e as fábricas hoje ganham seu dinheiro com filmes e discos de CD, DVD e BD virgens. Além disso manufaturam e distribuem de tudo. De motorcicletas a facas tramontina.

PARA MAIOR APROFUNDAMENTO:

O QUE MANAUS NÃO DIZ:
1) É que o Governo do Amazonas devolve 82% do ICMS arrecadado sobre o preço final pela venda dos discos às próprias fábricas sem que isso represente um compromisso de repasse para o preço dos discos ou fomento a produção de música no Brasil.
2) Que estas fábricas usam este dinheiro para engordar seus cofres ou servir de barganha para atrair grandes gravadoras que já tem um preço menor na fabricação de seus produtos por conta da escala de quantidades produzidas por estas grandes empresas.
3) É que as campanhas dos parlamentares amazonenses mais ativos nessa oposição à PEC, bem como, a do Prefeito de Manaus e do Governador do Amazonas recebem financiamentos diretos destas fábricas. O que não é ilegal, mas se torna imoral quando fica claro que o patrão nesse Estado são as fábricas e não o bom senso democrático em prol de um equívoco tributário dessa magnitude cometido contra a classe musical brasileira.

O QUE MANAUS DIZ:
1) Caso a PEC passe as fábricas liquidarão 7000 empregos.
MENTIRA: As fabricas são robotizadas e 8 pessoas rodam duas linha produzindo até 50.000 discos por dia. Além disso, a distribuição dos produtos a partir de Manaus tem nos discos de musica brasileira uma fração de sua representação. Mais uma questão: Que estas fábricas demonstrem quantas pessoas empregam EXCLUSIVAMENTE para a produção de discos contendo material brasileiro.
2) Que o disco custa menos que R$ 2,00.
MENTIRA: e só se for para as grandes gravadoras pois gravadoras e artistas pagam em torno de R$ 4,00 com o frete e a substituição tributária. O detalhje é que a grande gravadora venderá por até R$ 40,00 enquanto o independente não venderá por mais de R$ 20,00. Preços finais de loja.
3) Que a aprovação da PEC vai aumentar a pirataria física.
OBS: Quem hoje fabrica os discos virgens, base para esta pirataria, está justamente em Manaus e demonstra que essa industria se multiplicou por 100 nos ultimos 10 anos enquanto que a fabricação do disco gravado caiu mais que 70%.

SITUAÇÃO ATUAL
1) Quando o disco é fabricado em Manaus e enviado para o artista ou gravadora ele recolhe impostos de ICMS e substituição tributária o que oneram demais o disco.
2) Quando esse artista ou gravadora independente distribui seu proprio disco a partir de outro estado que não o Amazonas, ele paga a diferença desse ICMS e da Substituição Tributária onerando ainda mais o disco em questão.
3) Quando esse artista ou gravadora entrega a sua distribuição para a fábrica que o manufaturou distribui-lo a partir de Manaus, essa fábrica recolhe o ICMS e a substituição tributária e paga ao Governo do Amazonas apenas 18% do arrecadado ficando com o resto.

QUAL É O PROBLEMA DA DISCREPANCIA TRIBUTÁRIA:
1) No caso de negociação com uma grande gravadora (SONY, UNIVERSAL, WARNER, SOM LIVRE, EMI) eles devolvem a essas gravadoras, como parte da negociação de preços, um pedaço desses impostos, mas não o fazem com gravadoras menores e muito menos com artistas autoprodutores quando estes são grandes o suficiente para serem atraentes a distribuição de uma fábrica.
2) A Musica Classica, a Musica Folclórica, A Música Instrumental, a Música Independente, a Música Evangélica, não conseguem ser distribuídas a partir de Manaus porque ou não tem escala para interessar às fábricas ou tem que ser vendidas de maneira diferenciada por se endereçarem a públicos especiais, como é o caso da música evangélica.
3) O resultado disso é: a Música de artistas estrangeiros pertencentes a gravadoras multinacionais acaba pagando menos impostos que a música de artistas brasileiros com menos alcance e que, por uma questão de política cultural e tributária deveriam ser prestigiados e não penalizados como hoje são.
4) As grandes gravadoras que antes eram 6, hoje são 4 e em breve serão 3, concentram seus esforços, como estamos vendo crescer dia a dia, no catálogo estrangeiro que já vem pago de suas matrizes diminuindo consideravelmente o investimento em musica brasileira.

A PEC precisa demais da sua ajuda amigo e você precisa envidar todos os esforços além do seu inegável prestígio e evidência artística para que possamos faze-la passar.

Conto com sua força e presença no dia 29 em Brasília.
Forte abraço

Carlos De Andrade VISOM DIGITAL/BRASIL Rua Embaixador Gabriel Landa 81 Rio de Janeiro 22610-260 Brasil Tel: (5521) 3323-3300 Cel: (5521) 9432-4860 Fax: (5521) 2422-4189 http://www.visomdigital.com.br

*
Não fique de fora. Entre nessa GRITA, somando-se com sua presença em Brasilia ou deixando seu comentário de protesto. Basta clicar o balãozinho no topo do texto. Valeu! Um abraço
Sergio Ricardo

TRANSCRIÇÃO DO TERCEIRO COMENTÁRIO DE

Carlos Henrique Machado Freitas em 25 novembro 2011 às 15:13: Editar

A primeira coisa que me vem à cabeça é a farsa da interrogação. Com tantos investimentos, declarados a princípio para o “fomento da cultura brasileira”, estávamos ou não conseguindo um avanço relativamente pequeno nas questões da produção nacional? Não. Estamos num abstracionismo e surrealismo gerencial faz tempo.

Este anarquismo modernoso tem nos imposto uma refinada podridão. “Inovações técnicas” são apresentadas como a grande moral das corporações, enquanto, por outro lado a concentração econômica faz suas crivagens dentro do corpo social da cultura brasileira. Ocorre que não vemos na grande mídia um traço de união, um artigo crítico ou a graça de uma coluna que detone todas essas teorias de um subjetivismo hermético e, cada vez mais instrumentalizado pelo imperialismo adaptado às condições locais. Agora esses artifícios celebralistas levados ao extremo, revelam pela matemática, o quanto a música nacional do Brasil sofreu uma nefasta infiltração formalista.

O problema é que servilmente a nossa expressão característica com maior desenvolvimento, ou seja, a nossa música não conseguiu erguer um grito de alerta suficiente contra esse falacioso cosmopolitismo agradável tão somente aos que amam o universalismo anti-representativo. E esta praga detona a nossa representação no congresso, na democracia; destrói as bases seculares de nossa música e cria um abismo letal entre o músico e a sociedade brasileira.

Infelizmente muitos de nossos músicos, compositores, por inadvertência ou ignorância, deixaram-se seduzir pelas teorias de progresso de nossa cultura sendo orientados não mais pelas nascentes, mas pelo sentido contrário ditado pelas grandes fundações e institutos privados que são hoje a corrente formal que mais degenerencia o caráter nacional de nossa música.

A questão é que essa inflexibilidade , caso dos tributos, simbolizam apenas que perdemos o sentido crítico diante da cultura do Brasil. E se ninguém quer ter grandes responsabilidades com o sufocado talento de nossos criadores, não serão os grandes conglomerados e seus quartéis nas grandes avenidas deste país que vão querer saber da progressão de nossas ideias, de nossas criações, sobretudo se elas forem acompanhadas de senso filosófico e moral.

É esta mesma ética enviesada e glorificada pelos universalistas que faz com que um maestro como Roberto Minczuck vá a uma TV pública chamar a escola brasileira de música de boca do lixo. E a coletividade responsável em repudiar a visão primitiva do pomposo maestro, emudeceu-se. Com a ausência de um verdadeiro interesse pela música brasileira por um movimento de expressão, o maestro seguiu sua guerra paralela contra os músicos da OSB até às demissões dos mesmos e, finalmente, em plena luz do dia, em nome do “progresso técnico”, destruisse um dos maiores símbolos deste país, a Orquestra Sinfônica Brasileira.

E se tudo isso reflete o vazio da nossa capacidade de repudiar os cacoetes do anacronismo anti-nacional, o restante do mundo musical brasileiro será levado ao extremo da destruição. É a química, é a arquitetura, é o prejuízo com que a nossa falta de solidariedade com a música do Brasil nos brinda.

Talvez precisemos, no Brasil, como no mundo árabe, de uma “primavera musical”, aonde os músicos, os artistas abandonassem a sua lógica de sobrevivência individualista e se comportando como parte da sociedade, tomassem os espaços públicos para pressionar o poder público. A pergunta é: temos autruísmo para chegar a tanto? Temos coragem de correr certos riscos ou ficaremos na omissão caricata como se fôssemos um subproduto social que se tornou ausente dos interesses das questões nacionais?

Acho que as fronteiras não são tão rígidas, estamos nos entregando a uma marginalidade dócil onde se admite praticamente perder o estado geral de nossa representatividade institucional para, de forma voluntária, buscar remédios para os nossos individualismos.

Se o processo econômico nos divide, nos enterra intelectualmente, não é pelas mãos do governo que seremos içados. A sociedade cumpre o seu papel e, na maioria das vezes, não tem acesso ao que ela própria patrocina com seus impostos extraídos com o suor do dia a dia. Porque ao contrário do que é dito, o povo brasileiro sempre viu em seus artistas genuínos os grandes representantes de sua identidade, principalmente os músicos.

Mas vamos à questão prática: vejo companheiros numa luta sem tréguas enfrentando montanhas de obstáculos para dar condição de sobrevivência minimamente digna aos músicos brasileiros, mas acaba que, diante da competitividade global imposta pelo financeirismo que tem criminosamente destruído sociedades inteiras, suas lutas que são de extremo valor ficam pequenas diante de um obstáculo e do abandono da solidariedade de muitos de nós.

Por isso todo esse silêncio constrangido é absolutamente inaceitável, porque, ao invés de avanços, com o solo cansado, seguimos vendo as nossas raízes sendo envenenadas na produção industrial em estado de decomposição. E, se por um lado esse engodo em nome do marketing cultural, a dissimulação e o cinismo são os nomes dessa tática estratégica que apenas produz a glorificação da esperteza dos grandes conglomerados, a questão tributária que deveria cumprir o papel de democracia cultural, realiza em nome do próprio sistema uma violência estrutural contra a natureza de nossa própria história no campo da cultura. E como a nossa música é o principal fermento de nossa solidariedade artística, a negligência com toda a produção, acaba por servir à morte de políticas voltadas a um processo que nos dê ao menos a capacidade mínima de competir no território nacional contra essa perversidade.

Precisamos de um discurso único, um discurso que permita que não só resistamos ou sobrevivamos às muitas instituições que lutam aqui embaixo pela valorização da música e do músico brasileiros, precisamos de um padrão único em que o mesmo seja o cérebro de um sistema de forças capaz de pensar o ano inteiro o mundo musical que se realiza no território brasileiro.

A minha proposta que inúmeras vezes enviei aos Ministros Gil e Juca e que nunca se realizou, é que a música do Brasil que é um patrimônio do povo brasileiro esteja entre os baloartes que compoem as instituições vinculadas ao MinC, assim como o IPHAN e etc., tomando como parâmetro uma nova modalidade, uma nova regra de produção e consumo em que as finalidades obedecessem à ordem do território da música. Sem esta base, continuaremos, diante de tanta competitividade no mundo globalizado, a viver de compaixão. Por isso temos que convocar o pragmatismo e fazer da música do Brasil uma instituição dentro do Ministério da Cultura com capacidade técnica e científica que se disponha a valorizá-la, primeiro, em nível geográfico local e, depois, em nível global. Só assim teremos novas soluções organizacionais capazes de interferir nas políticas públicas e nas empresas que manipulam milhões de verbas públicas com a Lei Rouanet em nome do processo e da produção artística, cada vez menos nacional.

Isso significa que está mais do que na hora de fazer desta GRITA tão bem exposta por Sergio Ricardo, o início de uma mobilização nacional em nome da música do Brasil. O que estamos esperando?

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3 respostas em “NOTICIA ALARMANTE ABALA PRODUÇÃO INDEPENDENTE

  1. Sim, eu dou o meu total apoio. A musica e nós musicos brasileiros, ja sofremos muito, por decisões de pessoas que ”não sabem” o que é a musica brasileira. Valeu pelo alerta Sergio! um abraço.

  2. eu senti na pele todo o problema mencionado no texo. me aposentei mais cedo pois davi so teve um golias são muitos, e com gana . todos os musicos que, se empenha nesta defesa tem meu total apoio. o prblema como ja foi mencionado pelo colega , e que tem muitos alienados musicais determinando normas em defesa dos musicos extrageiros.

  3. A primeira coisa que me vem à cabeça é a farsa da interrogação. Com tantos investimentos, declarados a princípio para o “fomento da cultura brasileira”, estávamos ou não conseguindo um avanço relativamente pequeno nas questões da produção nacional? Não. Estamos num abstracionismo e surrealismo gerencial faz tempo.

    Este anarquismo modernoso tem nos imposto uma refinada podridão. “Inovações técnicas” são apresentadas como a grande moral das corporações, enquanto, por outro lado a concentração econômica faz suas crivagens dentro do corpo social da cultura brasileira. Ocorre que não vemos na grande mídia um traço de união, um artigo crítico ou a graça de uma coluna que detone todas essas teorias de um subjetivismo hermético e, cada vez mais instrumentalizado pelo imperialismo adaptado às condições locais. Agora esses artifícios celebralistas levados ao extremo, revelam pela matemática, o quanto a música nacional do Brasil sofreu uma nefasta infiltração formalista.

    O problema é que servilmente a nossa expressão característica com maior desenvolvimento, ou seja, a nossa música não conseguiu erguer um grito de alerta suficiente contra esse falacioso cosmopolitismo agradável tão somente aos que amam o universalismo anti-representativo. E esta praga detona a nossa representação no congresso, na democracia; destrói as bases seculares de nossa música e cria um abismo letal entre o músico e a sociedade brasileira.

    Infelizmente muitos de nossos músicos, compositores, por inadvertência ou ignorância, deixaram-se seduzir pelas teorias de progresso de nossa cultura sendo orientados não mais pelas nascentes, mas pelo sentido contrário ditado pelas grandes fundações e institutos privados que são hoje a corrente formal que mais degenerencia o caráter nacional de nossa música.

    A questão é que essa inflexibilidade , caso dos tributos, simbolizam apenas que perdemos o sentido crítico diante da cultura do Brasil. E se ninguém quer ter grandes responsabilidades com o sufocado talento de nossos criadores, não serão os grandes conglomerados e seus quartéis nas grandes avenidas deste país que vão querer saber da progressão de nossas ideias, de nossas criações, sobretudo se elas forem acompanhadas de senso filosófico e moral.

    É esta mesma ética enviesada e glorificada pelos universalistas que faz com que um maestro como Roberto Minczuck vá a uma TV pública chamar a escola brasileira de música de boca do lixo. E a coletividade responsável em repudiar a visão primitiva do pomposo maestro, emudeceu-se. Com a ausência de um verdadeiro interesse pela música brasileira por um movimento de expressão, o maestro seguiu sua guerra paralela contra os músicos da OSB até às demissões dos mesmos e, finalmente, em plena luz do dia, em nome do “progresso técnico”, destruisse um dos maiores símbolos deste país, a Orquestra Sinfônica Brasileira.

    E se tudo isso reflete o vazio da nossa capacidade de repudiar os cacoetes do anacronismo anti-nacional, o restante do mundo musical brasileiro será levado ao extremo da destruição. É a química, é a arquitetura, é o prejuízo com que a nossa falta de solidariedade com a música do Brasil nos brinda.

    Talvez precisemos, no Brasil, como no mundo árabe, de uma “primavera musical”, aonde os músicos, os artistas abandonassem a sua lógica de sobrevivência individualista e se comportando como parte da sociedade, tomassem os espaços públicos para pressionar o poder público. A pergunta é: temos autruísmo para chegar a tanto? Temos coragem de correr certos riscos ou ficaremos na omissão caricata como se fôssemos um subproduto social que se tornou ausente dos interesses das questões nacionais?

    Acho que as fronteiras não são tão rígidas, estamos nos entregando a uma marginalidade dócil onde se admite praticamente perder o estado geral de nossa representatividade institucional para, de forma voluntária, buscar remédios para os nossos individualismos.

    Se o processo econômico nos divide, nos enterra intelectualmente, não é pelas mãos do governo que seremos içados. A sociedade cumpre o seu papel e, na maioria das vezes, não tem acesso ao que ela própria patrocina com seus impostos extraídos com o suor do dia a dia. Porque ao contrário do que é dito, o povo brasileiro sempre viu em seus artistas genuínos os grandes representantes de sua identidade, principalmente os músicos.

    Mas vamos à questão prática: vejo companheiros numa luta sem tréguas enfrentando montanhas de obstáculos para dar condição de sobrevivência minimamente digna aos músicos brasileiros, mas acaba que, diante da competitividade global imposta pelo financeirismo que tem criminosamente destruído sociedades inteiras, suas lutas que são de extremo valor ficam pequenas diante de um obstáculo e do abandono da solidariedade de muitos de nós.

    Por isso todo esse silêncio constrangido é absolutamente inaceitável, porque, ao invés de avanços, com o solo cansado, seguimos vendo as nossas raízes sendo envenenadas na produção industrial em estado de decomposição. E, se por um lado esse engodo em nome do marketing cultural, a dissimulação e o cinismo são os nomes dessa tática estratégica que apenas produz a glorificação da esperteza dos grandes conglomerados, a questão tributária que deveria cumprir o papel de democracia cultural, realiza em nome do próprio sistema uma violência estrutural contra a natureza de nossa própria história no campo da cultura. E como a nossa música é o principal fermento de nossa solidariedade artística, a negligência com toda a produção, acaba por servir à morte de políticas voltadas a um processo que nos dê ao menos a capacidade mínima de competir no território nacional contra essa perversidade.

    Precisamos de um discurso único, um discurso que permita que não só resistamos ou sobrevivamos às muitas instituições que lutam aqui embaixo pela valorização da música e do músico brasileiros, precisamos de um padrão único em que o mesmo seja o cérebro de um sistema de forças capaz de pensar o ano inteiro o mundo musical que se realiza no território brasileiro.

    A minha proposta que inúmeras vezes enviei aos Ministros Gil e Juca e que nunca se realizou, é que a música do Brasil que é um patrimônio do povo brasileiro esteja entre os baloartes que compoem as instituições vinculadas ao MinC, assim como o IPHAN e etc., tomando como parâmetro uma nova modalidade, uma nova regra de produção e consumo em que as finalidades obedecessem à ordem do território da música. Sem esta base, continuaremos, diante de tanta competitividade no mundo globalizado, a viver de compaixão. Por isso temos que convocar o pragmatismo e fazer da música do Brasil uma instituição dentro do Ministério da Cultura com capacidade técnica e científica que se disponha a valorizá-la, primeiro, em nível geográfico local e, depois, em nível global. Só assim teremos novas soluções organizacionais capazes de interferir nas políticas públicas e nas empresas que manipulam milhões de verbas públicas com a Lei Rouanet em nome do processo e da produção artística, cada vez menos nacional.

    Isso significa que está mais do que na hora de fazer desta GRITA tão bem exposta por Sergio Ricardo, o início de uma mobilização nacional em nome da música do Brasil. O que estamos esperando?

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