Boteco do G.R.I.T.A. (capítulo 2)

Cortando o silêncio sepulcral resultante do papo anterior, ouve-se o arrastar da cadeira vaga frente à mesa de Leoni. É Carlos Henrique, que a tudo ouvia, sentando-se para dizer:

Carlos Henrique Machado Freitas

Todas as colocações são muito boas e bem fundamentadas.

Não se pode alimentar artificialmente uma “economia” com essas soluções “geniais” dos burocratas do Ecad. Mas também acho que devemos ao menos vagamente buscar as diretrizes equivalentes a uma inevitável e equilibrada solução para a produção musical brasileira.

Há uma imensa transformação, e ela está a serviço de todos contra a homogeneização e a hegemoneização das grandes gravadoras. E é preciso entender como serão redefinidos nossos papéis diante da mutação em marcha. Tenho um exemplo do período inicial do monopólio do jeans no Brasil pela calça Lee. Imaginem se ela hoje sobreviveria de direito de imagem, marca, patente ou coisa do gênero. Todo o processo que se deu depois para chegarmos a uma pulverização do vestuário que utiliza a matéria-prima, antes, praticamente monopolizada pela Lee, será em pouco tempo o cenário da música.

O que quero dizer é que essas mudanças marcaram a interrupção dos antigos objetivos da indústria, a existência de um único motor para as ações hegemônicas representando o lucro.

Hoje a escassez global da indústria fonográfica não aguenta, o que está paralelamente sendo enriquecido pelos novos atores da cena independente ( futuro de todos nos)

A realidade do mundo não será mais unitária ou unilateral, é urgente que comecemos a pensar em uma logistica capaz de dar conta efetivamente desse novo tempo nas relações, ações e ideias que sublinharão as novas condições de construção de um outro mundo para a musica brasileira.
Parabéns, e junto vai um abraço afetuoso a todos.

Leoni

Seria ótimo que a sociedade em geral participasse dessa discussão sobre Direitos Autorais. Afinal, todo mundo está envolvido nessa história.

                                                      *

NotaEstes dois pareceres foram extraidos dos “comentários” pois dão sequência ao papo. Este procedimento será repetido em capítulos à medida em que não só artistas, como a sociedade se manifestarem. As cadeiras vazias contém o nome de cada artista brasileiro. O boteco é imenso e democrático. Compareçam para escrevermos juntos a história da retomada de nossa cultura.

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