A COR DA PENEIRA

O que podemos esperar na troca de ministro na cultura é o que nenhum deles conseguiu até o momento, mesmo considerando o menor ou o maior alcance da competência de cada gestor: resolver de vez a escrachante roubalheira no campo dos direitos autorais, comprovada até pela recente CPI do direito autoral, e tirar das mãos das empresas a decisão de escolha das obras a serem financiadas para cinema teatro musica etc. A cultura não se sustenta mais com essas duas aberrações. O Ecad tem que ser fiscalizado. Não se pode admitir que um Noca da Portela tenha um rendimento de Cr$0,03 com mais de cem obras gravadas e executadas no rádio. Ou que obras cênicas que abordem problemas humanos de fundo social ou político a serem solucionados, sejam rejeitadas pelas empresas, favorecidas pelo sistema visivelmente decadente. Empresário não tem que determinar o que deva ser cultura. Este é papel do ministério da Cultura. A cultura ou se liberta desses dois básicos grilhões ou pode trocar de ministro a vontade que nada vai mudar. Não adianta trocar a cor da peneira.

Sergio Ricardo

Nota – CADA GESTO É UMA SEMENTE NO DESERTO DA CULTURA

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7 respostas em “A COR DA PENEIRA

  1. Como sempre você está coberto de razão. Infelizmente acho muito difícil mudar alguma coisa. Continuo lutando (desde 74) pela decência em relação aos direitos autorais, principalmente, mas as coisas só pioram, culminando com a criação desse famigerado Escritório (ECAD), que faz o que quer, ao lado de certas sociedades que se dizem “protetoras” dos músicos, mas que na verdade “protegem” seu próprio patrimônio há muitos anos. Não esqueçamos que os cargos de direção tanto do Escritório quanto das sociedades, são sempre ocupados pelas mesmas pessoas, apenas com uma “dança de cadeiras” para disfarçar. Conseguimos uma CPI, mas ninguém mais fala dela, acho que também vai acabar em “pizza”…

  2. Sergio,vc está coberto de razão.O Ecad é uma fortaleza.Até que arrecadam bem(apesar de certos criterios discutiveis),mas,tendo o dinheiro entrado na fortaleza,não se sabe o que REALMENTE fazem com ele.Usam criterios velhos,injustos e suspeitos de distribuição.A intransparencia é total.Só depois de fazerem a distribuição que melhor lhes convier,no papel,repassam as informações finais para as sociedades,que repassam as informações para os autores.Portanto tem-se que abrir…ou arromar a fortaleza.Vou repetir:o Ecad é uma fortaleza inespugnável,comandada pelo Ventríloquo Sinistro,que mantem seus bonecos de colo publicando textos na imprensa para enganar os trouxas,sempre insistindo na temática “arrecadação”.Sobre criterios de distribuição não publicam nada.Urge uma fiscalização do governo,como é feita em todas as empresas privadas deste país.Quem deve não teme.Essa frase é vital para quebrarmos os muros da fortaleza.Queremos TRANSPARENCIA TOTAL.Apenas isso.Quando houver isso,veremos quão injustos são os criterios de distribuição.
    E teremos que mudar,modernizar.Os autores brasileiros irão agradecer muito.Portanto,alea jacta est.Vamos à luta.
    Grande abraço,
    Ivan

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