O ECAD, A CPI, E AS VAQUINHAS DE PRESÉPIO

Ah! Então é assim? As sociedades arrecadadoras do direito autoral só se unem quando se fala em fiscalização? E estão em campanha contra o projeto de lei que saiu da CPI? E chamando os autores para protestarem em Brasilia? Que maravilha! A classe unida, jamais será vencida! Quer dizer que agora, podemos contar que a arrecadação será finalmente distribuída com total transparência, não haverá mais ladrões, oportunistas mandando altas somas para o exterior sangradas dos cofres do ECAD, ninguém mais vai registrar no seu nome musicas que não lhe pertencem (como no caso de um tal Coutinho registrando minha trilha de Deus e o Diabo em seu nome), enfim o fim das maracutaias. Aleluia!!!… Quem dera!

Não é nada disso. Alguns colegas, não sei por que cargas d’água, uns talvez por invalidez, outros por conveniência, satisfeitos com seu quinhão mensal, outros pelo medo de virem a perder sua bolada, ou mesmo por falsa ignorância, se prestam ao deplorável papel de vaquinha de presépio, fieis às determinações de suas arrecadadoras, fazendo tudo o que seu mestre mandar, de costas viradas para a espantosa realidade sacrificando colegas, entrando na farsa da qual se tornam cúmplices, prejudicando uma luta que se trava a décadas, configurando uma profunda falta de caráter em função de um bem coletivo. Passam por cima de aberrações em função de seu pirão primeiro, com a desculpa de que não conseguirão transformar a realidade.

Foi preciso, por mais contraditório que possa parecer, que dois senadores incorruptíveis como Randolfo Rodrigues e Lindbergh Faria, comandassem a CPI do ECAD e descobrissem o escândalo das irregularidade criminosas daquele órgão, recheado de provas e nomes. O projeto advindo das conclusões não pleiteia o fim do ECAD nem das sociedades. Apenas cria a fiscalização à qual ambas serão submetidas. É aí que a vaca tosse. Por esta razão a necessidade da presença das vaquinhas de presépio em Brasília para fortalecer com sua midiática performance a farsa de uma suposta injustiça  contra as decisões da CPI.

É lamentável,  caros Randolfo e Lindberg que a classe verdadeiramente atingida por todo esse engodo, não tenha disponibilidade financeira para estar presente em Brasília e reforçar as decisões, com raras exceções. Saibam todos, que lá estará uma ínfima minoria dos compositores e trabalhadores da musica brasileira, que absolutamente não representa a classe, e nem tem nossa procuração para reivindicar em nosso nome.

SERGIO RICARDO

assinam:

Ivan Lins
Tim Rescala
Carlos Henrique Machado Freitas
Luis Carlos Bahia
Cristina Saraiva
Claudio Lins
Dudu Falcão
Jorge Vercilo
Leoni
Zeca Baleiro
Fernanda Abreu
Selma Reis
Nelio Rodrigues Aguiar
Sergio Ricardo Nogueira
Marfiza de França
Madja Mesquita Brandão
Umberto Carezzato Sobrinho
Marise Monteiro
Maria Elizabeth Silva Nunes
Julio Cezar Soares
Roberto Frejat
Alberto Rosemblit
Osvaldo Borgez Guarani-Kaiowá
Antonio Pedro Belem
Fabio Stella
Carlos Mills
Adonis Karan
Jeferson Paulo
Denyse Victoria
Josete Dutra
Pita Araujo
Wismar Rabelo
Eduarda Fochzato
Eduardo Ohn
Marise Monteiro
Sharon Dorneles Pinto
Nicanor Jacinto da Silva
Luiz Carlos Bahia
Paulinho Hugo Morais Sobrinho
Thais Bernardini
Rodrigo Veloso
Juliana Krause
Romildo Soares
Jo Montenegro
Rene Montenegro
Wu- Tiry BFN
Lizoel Costa
Dada Cyrino
Xantille Jesus
Thiago Sukadeva das Talamonte
Wagner Dias
Sergio Santeiro
Marcos Roberto Correia Cunha
Felipe Radicetti
Helinho Teixeira
Aguia Mendes
Nenem Krieger
Mario Amiden
Marise Monteiro
Luanda Cozetti
Wilsa Aurora Matos Teixeira
Ivan Stephane Santos
Cristiana Gurgel
Michael Sexauer
Sidney Mattos
Ná Ozzetti
Nelson Ayres
Tony Pelosi
marcelo Biar
Sonia Ferreira
Jose Staneck
Marcelo Cabanas
Paulo Jeveaux
Senô Junior
Silvio Vasconcelos
Kim Carvalho Vieira
Yuri Amorim
Tony Pelosi
Deborah Levy
Gardenia Marques
Gigi Trujillo
Juçara Marçal
Suzana Salles
Pedro Colombo
Alice Ruiz,
Crikka Amorim,
João Pinheiro
Txai Brasil,
Jica Y. Turcão
Norberto Vinhas,
Roseli Martins.
Giba da Viola,
Maurício Bussab
Paulo Bira
Ceumar Coelho
Teco Cardoso
Déa Trancoso
Thiago Marques Luiz
Loop B. Lourenço
Beto Furquim
Ricardo Severo
Maze Cintra
Ilka Cintra
Thiago Sukadeva Das TYalamonte
Xantilee Jesus
Lizoel Costa
Wu-tiry Bfn
Gilberto Gabelini
Ninah Jo Guarani-Kaiowá
Sarah Abreu
LLoro Lloro
Marcinha Mendes
René Montenegro
Jo Montenegro
Meu Cordel
Nelson Barbosa
Bené Nascimento
Ricky Vallen
Tania Ramalho
Mary Sarkissian
Paulo Fernando Barone
Tavinho Limma
Isabella Taviani Pessoal
Luly Linhares
Luzia Porto
Dina Dolis
Dulce Mendes
Flavio Vitoi
Roberto Azis
Zest Marcia Martins
Reynaldo Rayol
José Luiz Cardoso
Claudio Infante
Pedro Braga
Marcia Pargana
Fhernanda Fernandes
Luiz Otavio Barros
Glória Oliveira
Carluz Bigode
João Geraldo Lopes Gonçalves
Luiz Edmundo Castro
Nélio Torres
Lula Dias
Janaína El-Bainy
Luiz Siqueira Paes
Silvia Fonseca

A lista de adesões segue nos comentários

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35 respostas em “O ECAD, A CPI, E AS VAQUINHAS DE PRESÉPIO

  1. Sergio Ricardo, Você lava a minha alma quando suas palavras gritam pela nossa sensatez, apesar dos surdos e mudos que se fazem de cegos quando convém! Abraços

    Cayê Milfont

      Cayê Milfont 21-81087556

    ________________________________

  2. Assinaturas via Facebook após uma hora de postagem:

    Osvaldo Borges
    Antonio Pedro Belem
    Fabio Stella
    Carlos Mills
    Adonis Karan
    Jeferson Paulo
    Denyse Victoria
    Josete Dutra
    Pita Araujo
    Wismar Rabelo
    Eduarda Fochzato
    Eduardo Ohn
    Marise Monteiro
    Sharon Dorneles Pinto
    Nicanor Jacinto da Silva
    Luiz Carlos Bahia
    Paulinho Hugo Moraes
    Thais Bernardini
    Rodrigo Veloso
    Juliana Krause
    Romildo Soares
    Jo Montenegro
    Rene Montenegro
    Wu- Tiry BFN
    Lizoel Costa
    Dada Cyrino
    Xantille Jesus
    Thiago Sukadeva das Talamonte

  3. Quem não grita se trumbica!
    Não só o ECAD é uma aberração, como também são alguns suspeitos e interesseiros que ainda o defendem. Lamentável.

  4. Estou contigo Sérgio, sempre. Também não tenho como ir para Brasília, mas o que puder fazer contra esse Escritório e suas Sociedades, para que parem de nos roubar, estarei sempre pronta. Pelo fim dos cargos vitalícios e pela fiscalização imediata do ECAD e das Sociedades que se dizem “defensoras” de nossos direitos.

  5. Continuação das assinaturas via facebook:

    Wagner Dias
    Sergio Santeiro
    Marcos Roberto Correia Cunha
    Felipe Radicetti
    Helinho Teixeira
    Aguia Mendes
    Nenem Kireger
    Mario Amiden
    Marise Monteiro
    Luanda Cozetti
    Wilsa Aurora Matos Teixeira
    Ivan Stephane Santos
    Cristiana Gurgel
    Michael Sexauer
    Sidney Mattos

  6. Querido parceiro Sérgio Ricardo, sempre com o mais humano sentimento de coletividade, visão inclusiva e despida de egoísmo, suas palavras vêm, repetidamente alimentar o que há de melhor em nós, artistas. Assino todos os textos que você tem escrito e os que vier a escrever. A categoria dos músicos está claramente dividida, agora. muito pouco que não querem perder suas vantagens, obtidas na supressão de direitos dos outros, e a maioria absoluta dos músicos que são a periferia fora, excluída do sistema de cotas do ECAD. O caso é de polícia, e não é de agora que a categoria está dividida. Mas nesse rico momento histórico, vemos claramente os perfis, os semblantes e as vozes ressentidas dos que não aceitarão jamais que o mundo mudou e mudou para o novo e para o transparente, para o límpido, o claro. Desde muito a categoria dos músicos já estava inteiramente fendida, mas podia-se apenas prescrutar os rastros miseráveis que deixava o curso do rio de imundícies que artistas fizeram contra outros artistas, em nosso país. É hora, e um novo tempo.

  7. Eu assino e peço a todos os artistas, cantores, cantoras, músicos, compositores que assinem também.
    Temos que acabar com essa pouca vergonha!
    Fhernanda Fernandes

  8. Já passou da hora de mostrar que a força dos compositores, sua criação é que move essa estrutura gigantesca e milionária da qual esses “abutres” se sucumbem e nunca foram fiscalizados; Sem o compositor, não haverá nada, nem músicos tocando….Chega de nos colocarmos na defensiva e nos “conformarmos” sem lutar! Já dizia nosso mestre Vandré, “…quem sabe, faz a hora, não espera acontecer…” Briguemos pelo que nos é justo, para alcançarmos retribuição e reconhecimento perfeito. Abraços fraternais a todos.

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