COM A PALAVRA O COLEGA IVAN LINS

Queridos amigos,musicos,compositores…ou não,

Gostaria de colocar aqui a minha opinião sobre a sobrevivencia de nós,compositores brasileiros,autores da melhor,mais rica e encantadora musica que se produz neste planeta.Nossa sobrevivencia reside num órgão criado após luta de nós mesmos,contra os abusos cometidos pelas sociedades arrecadadoras,na década de 70,começo da de 80.Luta árdua.Ditadura vigente.Me refiro ao ECAD,escritorio que arrecada nossos direitos autorais provenientes da execução publica das mesmas,e posterior distribuição,distribuição essa única fonte de renda de milhares de compositores brasileiros.Pois bem.A metodologia de arrecadação,atraves do Ecad,avançou,nestas décadas,de maneira muito eficaz.Hoje se arrecada muito bem neste país.Os valores são altíssimos.E podem aumentar no decorrer das proximas décadas.Quando o dinheiro entra no Ecad,é como entrar numa fortaleza inexpugnável.O valor total é divulgado.mas como é distribuido,ou seja,os critérios de distribuição,são misteriosos.Todo compositor é filiado a uma sociedade,que no total,no Brasil,são 9 ou 10,e essas sociedades formam o Ecad.O dinheiro entrado na fortaleza é processado misteriosamente,e distribuido às sociedades,com informações já definidas,mas ainda sem nenhuma transparencia,e essas informações repassadas aos autores.Em países mais adiantados,a tecnologia já permite o autor,com uma senha propria,entrar no sistema(no caso aqui,seria do Ecad) e saber como,quanto e de onde vem seu pagamento.No Brasil,no Ecad,isso é impossivel,proibido,escondido.Tem-se que acreditar no que o Ecad passa para sua sociedade e ponto final.Sendo o Ecad uma concessão do estado e de iniciativa privada,deveria sofrer fiscalização do governo,como todas as empresas brasileiras e não brasileiras.ACREDITEM OU NÃO,O ECAD NÃO ADMITE FISCALIZAÇÃO NENHUMA DO ESTADO.O DINHEIRO ARRECADADO,ENQUANTO DENTRO DA FORTALEZA,COMANDADA POR UM VENTRÍLOQUO ABAIXO DE QUALQUER SUSPEITA,PODE IR PARAR ONDE BEM QUISEREM OS QUE LÁ DENTRO TRABALHAM.Daí a grita de milhares e milhares de compositores,reunidos em Foruns e associações,o que acabou induzindo ao Congresso fazer uma CPI.E,daí,diante da resistencia do Ecad,colocando companheiros nossos,mal informados,muitos inocentes,e outros muito bem $ucedidos(e,com medo de que,se reclamarem sofrerão represálias financeiras,ou deixarão de receber o que recebem- o que é uma balela)contra a fiscalização e a CPI,é que nós,compositores,em nome da ética e transparencia,e não em nome de dinheiro,estamos publicando textos mais duros,para ver ser colegas ingenuos e seduzidos por conversas que chegam ao absurdo de afirmar que fiscalização é volta à ditadura(só faltam eles dizerem que comunistas comem criancinhas…).Se esquecem que,na é poca da ditadura,as sociedades que nós combat;iamos tinham estatuto à vista de todos.Marcavam assembleia,avisavam aos compositores e todos podiam votar.Que engraçado,né?Agora é tudo na moita.Que ironia.QUE IRONIA!!!!!!!E afirmam aos incautos compositores que queremos acabar com o Ecad.VOU GRITAR COM TODAS AS LETRAS: O ECAD É INTOCÁVEL.VOU REPETIR:O ECAD É INTOCÁVEL.MAS QUEM ESTÁ LÁ DENTRO NÃO.NÃO.NÃO!!!E nem quem está dentro de qualquer sociedade.As sociedades formam o ECAD e mandam nele,principalmente as 3 maiores,UBC,AMAR e ABRAMUS.As multinacionais tomaram as sociedades e dominam a musica brasileira SEM FISCALIZAÇÃO,pois retêm os catálogos internacionais,que são executados pesadamente neste país.Com toda pompa e circunstancia.Com toda blindagem possivel.
Amigos,a discussão que se trava hoje é só sobre GRANA.Não é por principios éticos,dignos,humanos e transparentes.NÃO MESMO!Não querem invasão nas CAIXAS PRETAS.E montam tropas de choque para convencerem senadores e deputados,que não entendem “patavinas”de direito autoral,que “queremos acabar com o Ecad,com o direito dos compositores,que planejamos a volta dos métodos da ditadura,que desenvolveram uma tecnologia copiada no mundo inteiro(ah,narigudos!!!),que já têm auditorias honestas contratadas por eles mesmos,que nós somos invejosos,etc e etc.QUANTA BALELA !!!!Que papelão!Que coisa feia!Nem parecem os mesmos que lutaram nos anos 70 para que a honestidade,a ética e a transparencia prevalecessem no trabalho de arrecadação e distribuição dos nossos direitos.Que medo terrivel é esse?Quem não deve não teme…ou não?
Ivan Lins

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11 respostas em “COM A PALAVRA O COLEGA IVAN LINS

  1. Mestre Ivan Lins, concordo integralmente com o seu pleito, e além disso é voz corrente de que estão ocorrendo “pregões” nas cobranças cujas tabelas ninguém mais sabe quais são as referências e sobre qual o embasamento na hora do “acêrto”. Infelizmente, estamos caminhando para este tipo de situação, ocorreu uma parecida na Ordem dos Músicos do Brasil (problemas de gestão administrativa e “administradora”…) em que a Ministra Hellen Grace, romanticamente, ao invés de pedir investigação nos malfeitos havidos, considerou que a Música não é Profissão, pois que para alguns demanda talento sem necessidade de conhecimento musical, assim promovendo aos incautos da má gestão, a possibilidade de nem precisarem se defender, pois que a acusação cessou, desobrigando a “quem quiser ser “músico” não necessita ser inscrito na OMB e muito menos pagar emolumentos. Ora, se a coisa já estava ruim, só ficou boa para os malfeitores, e ficou pior para o Músico que trabalhou a vida inteira e que agora na hora de se aposentar se vê destituído, por um tipo de decisão, que Deus não permita possa vir uma teoria assemelhada e por fim acabar com sistema de arrecadação do ECAD e aí, quem recebeu tudo bem…e o que ficar vai para o rateio final dos mistérios que já existem nessa Sociedade Arrecadadora…e danem-se os Membros…putz!!! Desta forma, entendo perfeitamente os seus anseios e faço votos que haja eco, nos nossos governantes, na Justiça, na Policia Federal…que consigam abrir essa “caixa preta” …desculpe o desabafo… e Boa sorte!!! estamos juntos para cantar em uníssono, com Coda e Fermatta!!!

  2. Grande Ivan, é isso aí. Mas entendo que é preciso partir para ações concretas. Tipo, os protagonistas de todo o processo têm que ser os artistas, os donos das obras. Nós temos que, por exemplo, exigir a criação de um Conselho Fiscal, com x membros, todos eleitos democráticamente, com 2 anos de mandato, sem reeleição, com poderes para abrirem essa caixa preta, criar critérios sérios e dignos para a distribuição e examinarem toda a contabilidade do ECAD. Esse Conselho pode ser assessorado por profissionais da área de finança, de renome e credibilidade, como por exemplo a Fundação Getúlio Vargas. Estamos juntos!

  3. Venho acompanhando com muita tristeza todo esse processo muito antes da CPI…e leio debates, vejo posts , muita gente indignada mas sabe o que ? Acho que está na hora de uma atitude …de uma ação…um movimento como daquela época…PRECISAMOS IR PARA AS RUAS….
    Eu vou
    Daí pergunto: Quem vai comigo ????

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