O BRASIL DA MINHA RALÉ CULTURAL

Desculpem-me cidadãos da imprensa que me procuram para entrevistas, minha recusa em dá-las. Tudo o que teria a lhes dizer é tão somente o que não conseguiriam publicar. Porque?

Estou me sentindo o próprio Brasil. Todo desarrumado. A casa em obras intermináveis, esvaziando minhas parcas reservas bancárias. As gavetas cheias de idéias e o baú repleto da colheita de minhas confecções esperam por um caminhão que muito raramente passa à porta recolhendo minha produção orgânica para tentar vender na feira. Na feira de ilusões, em sua maioria transgênicas envenenando gradativamente as mentes indiferentes ou ignorantes de seus malefícios. Tenho informações de outros plantadores como eu, remoendo a espera dos financiamentos destinados a realizar sua distribuição pelos receptáculos da industria cultural tomada de assalto e descaramento de, em sua grande maioria, só se interessar pelo fruto colorido de enxertos diversos que enchem os olhos e esvaziam a alma do sabor rico em proteínas e sais minerais, destinados a construir uma nação de consumidores, infelizmente hoje, sofrendo de um profundo impaludismo intelectual.

Sinto-me assim como nosso Brasil, lutando inutilmente para não infestar minhas veias com bactérias poluentes, respirando o monóxido de carbono que exala dos motores nesse congestionamento de idéias que vão se desintegrando e diluindo no transito infernal de conclusões compactadas, em nome de uma modernidade imposta pelos “Vampiros”, como dizia o Zeca Afonso, grande compositor português: “Eles comem tudo, e não deixam nada”.  E a espera não se desmancha. Não abre alas a não ser para as ambulâncias e a policia à cata, ou da extrapolação de vidas em perigo, ou de bandidos desde os miseráveis aos medalhões abrindo passagem.

Sinto-me assim como o Brasil, chapado, impedido, empedernido, sem rumo, sem prumo, desideologizado, desconfortavelmente preso, como a pagar por crimes não cometidos, sem provas, tendo que sorrir aos parcos solidários. Obrigados a ver os vermes invadirem a selva , a ocupar hectares, a grilar e despejar moradores de nossa inspiração, transposta da alma simples e rica de nossa gente, tendo que assistir à deturpação ou ocultação de sua linguagem, cujo percurso se encaminhava para a construção de uma bela pátria.

Sinto-me assim, como um Brasil sem nação, sem pé nem cabeça, desarrumado, desconjuntado, ocupado, torturado, envergonhado e exilado dentro de mim mesmo. Com a bunda de fora. Desbrasilizadamente. Neste país deitado eternamente em berço troncho, mascando a goma de uma esquálida esperança.

Sinto-me assim, como o Brasil, cheio de potencialidades e apto às transformações, o que dispensa a compaixão decorrente do que estou a dizer, como se fora um velho mundo muribundo ou carcomido pelo tempo ou valores, chorando sua decadência.

Pois se assim não fosse
Eu havia de ser um poço
Estaria que só caroço
Tropeço na ponta do pé.

Se eu, como o Brasil, que ja galguei sucesso, que tive a gloria calada pela ditadura, que fiz filmes premiados e tudo o mais que a história registrou, estou com meu baú abarrotado de canções, roteiros de filmes prontos para filmar, dois livros a procura de edição, inéditos, sem condições de torna-los público, nem mesmo a peça Bandeira de Retalhos de  comovente aceitação nas periferias, (pasmem) convidada por vários países, etc. etc. imaginem o que não há de inédito e praticamente perdido pelos milhões de baús pelos rincões da produção cultural brasileira.

Sinto-me assim como o Brasil, como os jovens milhões de talentos da minha ralé, cantando com a voz que nos resta, e que ninguém conseguirá calar:

Quem vai pro fundo
Tem é que agitar o braço
Tem é que apertar o passo
Tem é que remar contra a maré.

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9 respostas em “O BRASIL DA MINHA RALÉ CULTURAL

  1. É admirável que você continue remando contra a maré,.. inacreditável que sua produção sempre atual fique encerrada em baús … Acorda,, Brasil,, desse “berço troncho”, para que não se torne, mais uma vez, história desbotada pelos ideais perdidos na desilusão do cansaço! Abraços solidários !

  2. Realmente, é uma situação deplorável. Enquanto a produção brasileira se perde nos campos ou no fundo de baús, uma grande parcela da sociedade morre de inanição. No lugar dos festivais que revelavam novos talentos, promovendo a cultura nacional, vê-se hoje na grande mídia a bizarrice elevada à categoria de arte, assim como a promoção de Ídolos da ignorância. Manifesto aqui minha solidariedade a todos os artistas sepultados vivos, e espero que sejamos mais bem sucedidos que Orfeu em sua batalha com Hades…

  3. Mestre Sergio Ricardo,
    Acabo de ler seu excepcional artigo e, de imediato, me veio à cabeça sua letra de “Calabouço”, pois acho que estamos todos, brasileiros, “de alma vazia”. Triste é constatar, como você o fez brlhantemente no artigo, a indigência cultural, política, ética, de cidadania, que vivemos nos tempos de hoje. Estou profundamente desesperançoso quanto ao arrumar a casa que, como você diz, está sempre em obras. Contudo, creio que continuar a ouvir a sua voz, ainda que parecendo clamar no deserto, traz fragmentos de esperança aos nossos corações. Por favor: jamais nos prive dela!
    Um grande, comovido e fraterno abraço,
    Nilton Maia

  4. Viva o grande Sérgio Ricardo.
    Obrigada pelo lindo texto, que exprime, sem dúvidas, o sentimento de todos nós artistas que estamos com nossos baús cheios e sem esperanças. Um grande beijo em todos.

  5. Não é fácil, sobretudo em um momento em que a indecisão do mercado produz artistas tão indecisos quanto ele. A ex-vaca gorda da cultura de massas saída do pasto da Escola de Frankfurt, foi “ressignificada” no Brasil e jogada na engorda das leis de incentivos à “cultura”, com melaço e capim gordura do Ecad. Nada aponta para um caminho alternativo. Acabaram os caminhos de boi, tudo é sistema corporativo, é o lixo tóxico da indústria do entretenimento falida que se junta ao bolostrô neoliberal que arrasa a europa, mas que ainda vende ilusões para os incautos no faroeste caboclo em que se transformou o “território da cultura”. Itaú Cultural, o grande bezerro de ouro nascido e mantido durante 26 anos às custas de recursos públicos, ensina o caminho para se dependurar nas tetas do Estado. “É necessário clareza no projeto, misturar, generalizar novos e velhos clichês, daí cria-se o empobrecimento intelectual relativo, mas absoluto. O grau de produtividade se dá com patrocínio do mesmo Itaú que, ora banca determinada permissividade medalhonada, ora joga gasolina no Jornal Nacional exigindo aumento de juros. São os valores contingentes dos desvios de nossa história institucional. Este é o pensamento único, esta é a tendência que parece definida pelo jogo do sistema. Um mundo atrás do outro. Um processo formal colocando suas botas sobre o fenômeno natural da cultura brasileira. O círculo vicioso está criado. A rotina e a satisfação de alguns poucos ainda está no prumo. Ninguém consegue mais regular, intervir ou apenas se constituir no nome fantasia “cultura brasileira” dentro do mecanismo do dinheiro global.

  6. *Comentários no Facebook:

    Marcio Luiz Bacelar ·
    “Cala boca moço, cala boca moço!”
    Sexta às 02:27 · Curtir · 3

    Erico Baymma Tanto a falar. Mas importa mais é lhe agradecer por dizer tanto…!!!!
    Sexta às 04:58 · Curtir · 2

    Silvia Pinheiro obrigada por ainda estar falando,querido,quando tantos já se calaram ou se locupletaram…. bjs
    Sexta às 07:27 · Curtir · 2

    Tim Parisotto Costa Obrigada Sergio. Vozes como a sua não podem se calar.
    Sexta às 08:16 · Curtir · 4

    Francisco Brito Ventura Ventura ·
    Por tudo que já produziu , por tudo que já ensinou , por tudo que Vc falou , só posso te agradecer , por ser mais uma vez o porta vóz de uma cultura cada vez mais amordaçada ; Vida longa a Vc SÉRGIO RICARDO , por gritar por nós com seu talento e sua dignidade .
    Sexta às 09:10 · Curtir · 5

    Priscila Correa Valeu, Sergio!! É o grito de todos nós, calados cotidianamente por tantos meios… e seguimos guardando nossas vozes, artigos, livros, poemas etc em baús de esperanças, construindo talvez uma futura Caixa de Pandora às avessas, que quando aberta libere todas as coisas boas ali aprisionadas.
    Sexta às 09:45 · Curtir · 4

    Nilton Maia Mestre Sergio Ricardo, Acabo de ler seu excepcional artigo e, de imediato, me veio à cabeça sua letra de “Calabouço”, pois acho que estamos todos, brasileiros, “de alma vazia”. Triste é constatar, como você o fez brlhantemente no artigo, a indigência cultural, política, ética, de cidadania, que vivemos nos tempos de hoje. Estou profundamente desesperançoso quanto ao arrumar a casa que, como você diz, está sempre em obras. Contudo, creio que continuar a ouvir a sua voz, ainda que parecendo clamar no deserto, traz fragmentos de esperança aos nossos corações. Por favor: jamais nos prive dela! Um grande, comovido e fraterno abraço,
    Sexta às 11:23 · Curtir · 4

    Myriam Hudson · Amigo de Dudu Maia e outras 9 pessoas
    Bacana, Nilton Maia, tambem lembrei da letra de “Calabouço”, que acho genial. Seu comentário esta perfeito. O danado do Sérgio Ricardo tem o poder de me emocionar sempre… Bom dia!
    há 18 horas · Curtir · 2

    Heloisa Lima Sinto-me como você, Sergio Ricardo. Mas sinto-me, também, muito feliz ao ver gente como você renovando minha fé no “humano”. Beijo.
    há 12 horas · Curtir (desfazer) · 1

    Roberto Haag · Amigo de Patrícia Mello e outras 50 pessoas
    Grande texto. E adorei a citação de “Vampiros”, do Zeca Afonso. Abraço
    há 6 horas · Curtir

  7. Colhidos do Facebook

    Rose Brant Como conseguiu traduzir este grito rouco em minha garganta…
    Sexta às 01:18 · Curtir · 4

    Luciana Lazulli Sincero. E não vejo nenhum argumento do tipo “deixa disso” que possa surtir algum efeito, pois é uma sensação pessoal e intransferível. E quer saber o que sinto diante desse seu texto ? Vergonha por fazer parte de uma geração que aceita, apática, qualquer migalha dessa indústria cultural repleta de tubarões esfomeados.
    Sexta às 01:18 · Curtir · 8

    Andréia Zacarias A situação é vexatória, para não dizer um palavrão! A sua voz é a de muitos nós!!!
    Sexta às 01:26 · Curtir · 6

    Regina Mello Padilha Muito bem escrito… Sergio Ricardo. Só taletos como vc sabem dizer o que muitos
    descomhecem….Parabéns. Sua voz é muito lindaaaaaaa!
    Sexta às 01:26 · Curtir · 5

    Patrícia Prado SERGIO RICARDO..ufa!!!
    Sexta às 01:31 · Curtir · 3

    Mara Ivanovic Compartilhando nos Grupos VOZ DAS REDES…grata…
    Sexta às 01:37 · Curtir · 2

    Naira Alcantara Grande talento! Infelizmente, esse governo não se interessa por cultura, saúde, educação!
    Sexta às 01:39 · Curtir · 2

    Marisa De Carvalho Capobianco Belo e lúcido desabafo…não é você apenas que se sente assim, que sente o Brasil assim. Grite!
    Sexta às 01:40 · Curtir · 3

    Elvira Campos Barroso Alves “Quem vai pro fundo
    Tem é que agitar o braço
    Tem é que apertar o passo
    Tem é que remar contra a maré.” Você não está sozinho, amigo. Estaremos remando contra a maré… Até quando? Um abraço de poesia.
    Sexta às 01:51 · Editado · Curtir · 5

    Oscar Castro Jr. No comments.
    Sexta às 01:51 · Curtir · 4

    Paulo R. Rocha Eles só querem saber de de lek lek e quadradinho de 8, Sérgião! Pobres ignorantes…vítimas burras dos meios de comunicação do Brasil!
    Sexta às 01:51 · Curtir · 5

    Claudia Castro de Andrade mestre
    Sexta às 01:54 · Curtir · 3

    Maria Das Graças Murtinho Costa Faço minhas, suas sábias palavras…
    Sexta às 02:34 · Curtir · 4

    Daniel Tobaja Lúcido como sempre,a ignorância ,a omissão,a recusa da própria personalidade e aceitação da coprofagia midiatica e politica,tornaram-se regra de convívio. Autocensura. Obrigado por existir senhor na idade mas o msm moço q incomodou ha tanto tempo estas estruturas q mudaram d carne e rosto,mas ñ o esqueleto e mt menos a alma. Abraço!
    Sexta às 02:36 via celular · Curtir · 6

    Vanessa Cabral Não consuma, não veja essa TV, não ouça a música deles, não leia o livro q publicam, não veja a revista, não coma e não beba o q eles querem nos impor. Temos a internet. É única maneira: mexer no bolso deles.
    Sexta às 02:42 via celular · Curtir · 7

    Cássio Martin O Brasil entrou num “Abismo Negro” …um vácuo de moral e cultura.
    Sexta às 03:06 · Curtir · 4

    Mario Amiden Sergio,aproveitaremos tudo que disse saudando Paulo Freire,setenta anos depois…
    Sexta às 04:37 via celular · Curtir · 5

    Getulio Mac Cord “Olha o vazio nas almas olha o BRASILEIRO de alma vazia”, já dizia você, meu querido Sérgio Ricardo. / Outras tantas palavras outro mestre, o saudoso que faz falta, Gianfrancesco Guarnieri escrevia assunto parecido na contracapa do disco do bem conhecido por ti Grupo Maria Déia (Cadê?) do também queridíssimo Chico Moreira (que fez um depoimento impecável sobre questões afins como estas em meu livro Tropicália, Um Caldeirão Cultural, que é maestro, muiti instrumentista tanto como Hemeto em sopros e cordas) (Cadê?) e ainda letrista daquela glória que foi o disco independente (alguém conhece?) do Grupo Maria Déia (vale repetir), discos que tem algumas fotos do início de minha bissexta carreira como fotógrafo e aquela capa super detalhada e divina da mulher do mestre Chico Moreira. Sergio Ricardo. Ao ler suas palavras, sinto um nó, mas ao mesmo tempo sinto orgulho de ser seu contemporâneo, de poder trocar algumas palavras contigo de vez em quando. Bem e ainda digo que sinto uma alegria danada quando falo de você, do Chico Moreira, e tantos e tantos talentos MUNDIAIS que vou encontrando pelas esquinas do Brasil brasileiro. Isso me estimula a dizer que uma hora “cai a ficha”. Quebraram tudo em São Paulo (e um pouco no Rio) por causa do aumento-eles-fazem-o-que-querem de passagens de ônibus, coisa inimaginável, que só acontecia no Chile recente. VAMO QUE VAMO E, PRÁ LEMBRAR DOS MANO, QUE TAMBÉM TEM COISAS PRÁ FALAR, MANEIRAS E INTIGENTES, VAMOS TODOS COM A GENTE, DIZER Governador Sérgio Cabral, que fez um milagre inimaginável em 30 anos de governos no Rio sobre a Segurança, vamos lembrar do seu pai Sérgio Cabral Pesquisador e botar a cultura na Rua, nas centenas de teatros do rio, PELA REABERTURA DA RÁDIO ROQUETE PINTO AM, Pela volta nos shows no Parque da Catacumba, parque na Lagoa, LINDO, LINDO, BRASIL, pela volta dos show 6 e meia no Teatro João Caetano por 1 semana (de 2a a 6a), pela volta do 6 e meia por 2 semanas (de 3a a sábado) dos memoráveis show na Salas Funartes de um artista consagrado apresentando um novo (mesmo princípio do 6 e meia do João Caetano e todos estes que estou falando aqui), Pela volta do Projeto Pixinguinha BRASIL, que, além de rodar TODO o Brasil, GRAVE E LANCE NA INTRENET (pelo menos) o resultados ESPETACULARES DESTES encontros geniais da nada velha MPB fantástica., Pela reabertura dos Shows Noturno, também da Sala Funarte Rio de 3a a sábado por 2 semanas, de novo com um músico consagrado apresentando e avalizando um músico novo (esta maravilhosa plêiade de artistas deste mesmo nosso querido Brasil, ou, como diria Chico Buarque: Evoé, jovens à vista!!!!! É isso. Vamos em frente.
    Sexta às 07:44 · Curtir · 3

    Yuri Popoff Grande Sérgio, palavras certeiras , uma voz a dizer nossa triste e cruel realidade.
    Sexta às 07:54 via celular · Curtir · 5

    Vic Mesquita Ainda vivemos uma ditadura com disfarce de democracia, é como o velho ditado: “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”, temos leis que só os fracos têm que cumprir, temos uma terra maravilhosa mas habitada por um povo que segue a vida sob as rédeas dos “Iluminatis”. Tenho fé e a esperança de que tudo isso, um dia, com certeza, irá ter um fim, e pessoas capacitadas culturalmente, como você e tantas outras em nosso país serão reconhecidas. Tenha fé, lindo amigo, você não está sozinho nessa luta silenciosa. Um enorme beijo no seu coração
    Sexta às 08:18 · Curtir · 4

    Lindalva De Barros Rathke Acorda Brasil!!!!!
    Sexta às 08:19 · Curtir · 2

    Victor Farinha Ouro de mina essas tuas palavras, meu caro, uma beleza a doer que nos afeta a todos… assim como nosso Brasil.
    Sexta às 08:52 · Curtir · 3

    Jose Mansur Mansur ·
    Vc disse tudo, exatamente aquilo que está engasgado em nossas gargantas.
    Sexta às 08:58 · Curtir · 3

    Getulio Mac Cord Por favor, Victor Farinha, veja também o meu aqui no face comentando o do SR em GETULIO MAC CORD. Acho que vc vai gostar tb.
    Sexta às 09:00 · Curtir · 2

    Getulio Mac Cord Jose Mansur Mandur, veja o que eu digo, dados acima, acho que vc vai gostar tb.
    Sexta às 09:01 · Curtir · 1

    Getulio Mac Cord ÀS BRILHANTES PESSOAS A QUEM CURTI OS COMENTÁRIOS E PEDI CONTATO VIA FACE: QUEM PENSA COMO O QUE VCS DISSEREM MERECEM QUE EU ASSINE EMBAIXO TAMBÉM. VIVA O MESTRE Sergio Ricardo!! Viva a MPB e acultura brasileira como um todo. Sugiro a todos ler o primeiro comentário, meu, lá em cima. Grato. Só cobrando destas criaturas que estão na prefeitura, (NEM PENSE EM TOCAR NO VIADUTO DA PERIMETRAL!!) e no governo estadual (SERGIO CABRAL FILHO, HONRE O MESTRE DE PESQUISA DA MPB, SEU PAI, PÔ!!!!)
    Sexta às 09:14 · Curtir · 2

    Marisa Dea Ai esta’, expresso de forma clara e poetica, aquilo que todo brasileiro consciente tem vivido e sentido. Sua voz tem de ir alem do Facebook, exatamente por isso, porque tem o que dizer. Diga isso tudo a quem o procura pedindo que fale. Solte esse grito para a grande imprensa – tente ao menos. Se for impublicabel, entao mostre-nos aqui.
    Sexta às 09:52 · Curtir (desfazer) · 3

    Marina Nazareth Molfi Ramalho Gratidão, Sergio Ricardo! Saúde!
    Sexta às 10:02 via celular · Curtir · 1

    Valdenice de Aquino Perfeito …todos nós brasileiros estamos nos sentindo assim.
    Sexta às 10:11 · Curtir · 1

    Yuri Popoff O que fazer , qual atitude a ser tomada, para onde ir, fazer frente a essa crueldade.,
    Sexta às 10:16 via celular · Curtir · 3

    Yuri Popoff Nao temos potência pra peitar essa merda toda?
    Sexta às 10:17 via celular · Curtir · 3

    Lucio Celso Pinheiro todos deveriam publicar desabafos assim. faz pra alma e para consciências.
    Sexta às 10:41 · Curtir · 2

    Marcelo Lavrador É isso aí Sergio Ricardo, compartilho do mesmo sentimento.
    Sexta às 13:31 · Curtir · 1

    Alexandre Florez Caríssimo Sergio Ricardo, que preço alto pagamos pela falta de decência de nossa elite rapineira & grotesca. Que preço alto meu caro amigo compositor pagamos em tributo ao achincalhe, à bandalheira que se tornou a instituição “arte & cultura” neste país. Repontado de espertas manipulações. E há um coro afinado que grita: O povo gosta o povo quer isso e aquilo. Enquanto o povo come o que se lhe atira via tv aberta, rádio FM, AM, o escambau. Dominadas pelo jabaculê. Eu não milito há tanto tempo quanto tu nesta seara ingrata da MPB ou dos escritos. Tampouco possuo teu talento, mas, sinto na pele (parda) a consequência do desterro e da escolha que fiz pela dignidade – como a ti, me custa caro não dobrar minha espinha ao que é risível e desprezível política e culturalmente. Mas, sou teatino, e, conforme os costumes de minha terra vou morrer peleando. Grande abraço.
    Sexta às 14:30 · Editado · Curtir · 3

    Marya Zenayde Guarany Kaiowá Yuri, potência nós temos, acho é estamos um tanto frouxos, sem fé.
    Sexta às 20:09 · Curtir · 2

    Jefferson Tommasi Esse texto acima de tudo emociona e faz doer o coração. Fôrça Sérgio o que é do homem o bicho não come
    Sexta às 20:49 · Curtir · 1

    Delmo Biuford A quem interessa essa alienação coletiva? é claro que há alguns setoress interessados nesse ostracismo cultural. Pois bem! Existe uma lei já aprovada que até agora não foi posta em prática e vem a partir do setor educacional: AULA DE MPB!!!!!!!!!!! nas escolas desde o Ensino Fundamental até o Ensino Médio! Isso já seria um começo para comerçarmos a mudar um pouco as cabeças dos jovens que vem sendo encaminhados ao abismo vertiginoso da ignorância, da insapiência e da falta de bom gosto.
    Sexta às 21:03 · Curtir · 3

    Alexandre Florez Talvez tenhamos potência mas não tenhamos consciência de grupo. União. Ninguém pensa em se cooperar, não vejo ninguém falando em lançar esforços conjuntos do tipo: contata ali, chama fulano acolá, cada um põe um pouquinho e pronto se fecha um trabalho, uma produção. E esse trabalho frutifica em outro e mais outro. Não vejo ninguém abrindo mão do “meu”, do “eu” pra dizer “o nosso”. E AÍ MEUS AMIGOS NINGUÉM, SÓZINHO NINGUÉM VENCE O QUE ALDIR NOMEOU APROPRIADAMENTE DE “VELHOS COVEIROS DO CARNAVAL”.
    Sexta às 21:16 · Curtir (desfazer) · 3

    Marcelo Amazonas e eu diria, novamente mestre, novamente:
    …Sinto-me assim como o Brasil, chapado, impedido, empedernido, sem rumo, sem prumo, desideologizado, desconfortavelmente preso, como a pagar por crimes não cometidos, sem provas, tendo que sorrir aos parcos solidários. Obrigados a ver os vermes invadirem a selva , a ocupar hectares, a grilar e despejar moradores de nossa inspiração, transposta da alma simples e rica de nossa gente, tendo que assistir à deturpação ou ocultação de sua linguagem, cujo percurso se encaminhava para a construção de uma bela pátria…

    Sexta às 22:59 · Curtir · 3
    Fernando Queiroz · Amigo(a) de Carlota Marques
    mesmo não alcançando os ouvidos de quem deveria esse grito deve ser espalhado a maio mundo”como esse Brasil que se sente” porque em algum momento alguém ou “alguens” tomará pra si essa bandeira e quem sabe consigamos acabar com essa farsa chamada “governo e democracia”…texto lindo e memorável.
    Ontem às 01:56 · Curtir (desfazer) · 2

    Myriam Hudson ·
    Perfeito, Fernando Queiroz! Assino embaixo.
    há 18 horas · Curtir · 1

    Myriam Hudson · Amigo de Dudu Maia e outras 9 pessoas
    Li, Getulio Mac Cord, e concordei totalmente! Abraço.
    há 18 horas · Curtir

    Andre Medeiros a pesar de tudo: eh bonita eh bonita e eh a vida…
    há 16 horas via celular · Curtir · 1

    Andre Medeiros qdo sairá meu primeiro livro Silvana Medeiros?
    há 16 horas via celular · Curtir · 1

    Jorge Caliman ·
    lindão o texto do Sergio Ricardo né Tião Xará Sebastião Ribeiro Fo… pena que a OMISSÃO E CONIVÊNCIA da classe média (nós, os 50-70milhões que tem alguma cultura, educação e senso critico) siga adiante como uma procissão de ‘aceitantes’ que possibilitam a continuidade dessa capitania hereditária chamada Terra Brazilis !!!
    há 4 horas · Curtir

    Tião Xará Sebastião Ribeiro Fo ·
    Com certeza um dos mais duros golpes da vida é quando a gente tem que se deparar com o momento de não ter mais ilusão – embora a dureza mineral deste momento não seja maior que a semente da esperança que permanece em nossos corações – quanto e este mun…Ver mais
    há 4 horas · Curtir

    Tião Xará Sebastião Ribeiro Fo ·
    Jorge Caliman como disse um camarada em Rio das Ostras, numa gíria que adorei: REPRESENTOU!
    há 4 horas · Curtir · 1

  8. MAIS UMA VEZ PARABENIZAR O NOSSO GRANDE LÍDER E GRANDE ARTISTA MUI ESTIMADO MESTRE SERGIO e todos que por aqui passaram deixando as suas indignações, o seu GRITO DE AGONIA, SABEDORIA E DE DOR CONTRA O LIXO CULTURAL BRASILEIRO(CHEGA DO FORRÓ DE PLÁSTICO, DO SERTANEJO UNIVERSITARIO, DO AXÉ PIPOCA, DO FUNK VIRALATA, E POR AÍ VAI…), CONTRA ESSA POLÍTICA DA MENOPAUSA IDEOLÓGICA BRASILEIRA, CONTRA OS VENENOS ALIMENTICIOS DA NOSSA MESA, CONTRA NA VERDADE TODO ESSE INFERNO ASTRAL QUE PASSA A NOSSA SOCIEDADE BRASILEIRA E TAMBÉM MUNDIAL…COMO JÁ FALEI EM OUTRAS VEZES, É IMPORTANTÍSSIMO DEIXARMOS AQUI NO – G.R.I.T.A. -, NAS REDES SOCIAIS, O NOSSO MANIFESTO E OS NOSSOS ENCADEAMENTOS DE IDÉIAS PARA QUE FRUTIFIQUEMOS AS SOLUÇÕES CABÍVEIS AOS NOSSOS TEMPOS ATUAIS. MAS, JÁ IMAGINARAM UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO, UMA GRANDE PASSEATA DESSES 90 E TANTOS POR CENTOS DE ARTISTAS BRASILEIROS, COM SEUS INCRIVEIS TRABALHOS ENGAVETADOS, SAINDO PELAS RUAS NUMA GRANDE MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA-POLÍTICA-AMBIENTAL-EDUCACIONAL-ESPIRITUAL-CULTURAL, PELO BRASIL, DE TODOS OS CANTOS, NUM GRANDE ENCONTRO, NUMA GRANDE RODA, NUM GRANDE ABRAÇAÇO…!!! MESTRE SÉRGIO VOCÊ É O NOSSO GUIA, É SÓ MARCAR A HORA E O DIA…!!! CONTINUEMOS A NOS ORGANIZAR, PARA SENSIBILIZAR E SE REENERGIZAR E MUDAR MAIS UMA VEZ O SUMO, O RUMO E O PRUMO DA NOSSA HISTÓRIA…!!! NÉLIO TORRES

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