A PRESENÇA DE PAULA LAVIGNE

Uma grande surpresa, entre outras, em toda a manobra dos últimos acontecimentos vitoriosos da luta por seus direitos no campo autoral e artístico da musica brasileira, é a figura luminosa de Paula Lavigne. Líder nata, imantada por um magnetismo impressionante de transformação da realidade, por uma natural qualidade de aglutinação, traspassou as barreiras existentes com seu toque mágico, permitindo a todos os envolvidos na luta, um otimismo e uma convicção de vitória sobre as dificuldades acumuladas durante décadas, criando uma atitude visceral que, contaminando a todos, conseguiu a força desejada para o enfrentamento dos obstáculos de espectro aparentemente inviável, corporificado como uma muralha intransponível. Convocou assembléias em sua própria casa, e com objetividade dinâmica estruturou, munindo-se das informações e cooperações de entidades, advogados, e representantes da liderança da classe, traçou o estratagema, convenceu parlamentares, foi a Brasília em todas as manobras, criou a ala unificada dos grandes nomes consagrados, conseguiu engrossar as fileiras e levou a plenário  fiéis guerreiros, arrancando finalmente as duas conquistas por unanimidade no congresso e entregou a peteca das soluções nas mãos dos artistas. Passou por cima dos rachas, das mumunhas pessimistas, filtrou de tudo e de todos seus escolhidos como ponta de lança imbatível, para uma missão tida como impossível, e nos conduziu à vitória final. Respaldada pela competência de Jandira Feghali, Vanisa Santiago, os craques do GAP, e demais craques do pedaço.

Embora tenhamos pela frente outras batalhas a serem vencidas, como a questão do Jabá interceptando a divulgação de nossa verdadeira música, da OMB incorporando definitivamente a representatividade de nossos direitos, etc. etc., as duas primeiras  vitórias alcançadas até agora nos trazem várias certezas. Da primeira, o equívoco que provocou um racha na classe e que desmoronou com a vitória da segunda, oriunda da mesma mobilização, pela clareza dos propósitos, reunificando a categoria, deixando clara sua fisionomia ao congregar representantes de todas as áreas. A tendência é a unificação geral, abrangendo a totalidade para adquirirmos força total . Assim como temos o GAP (grupo de ação parlamentar pró música) o Procure Saber, O Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro,  outras entidades devem ser criadas, para que somadas consigamos fortalecer nossos anseios.

Vislumbra-se a clareza de um novo tempo na cultura de nosso país a começar pela música. Venceu-se uma utopia. Que os outros setores possam ter um parâmetro otimista para suas reivindicações. E, principalmente, que cada um trate de conseguir sua Paula Lavigne para desbravar a mata que entrava os confrontos.

Obrigado Paulinha
Beijos de todos nós, e

Pé na estrada!

Sergio Ricardo.

 

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11 respostas em “A PRESENÇA DE PAULA LAVIGNE

  1. Eu sinto pela falta de conhecimento agora demonstrada pelo sr. Sérgio Ricardo, o qual eu tenho um grande respeito não só por sua capacidade musical, como também intelectual. Mas, devemos, também saber que, longe do sindicato do Rio de Janeiro ser referência em lutas, como direito autoral e OMB, agora podemos dizer que eles estiveram presente nos últimos quatro anos com a então entrada na diretoria do Tim Rescala e Alexandre Negreiros….Muito antes disso já vinhamos abraçando e lutando juntos em outras CPIs, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, que por sinal ficou pelo caminho e até agora ninguém conseguiu explicar o porque.e também com a queda do Presidente interventor da OMB, Wilson Sandoli, na sua saida da OMB, Conselho Federal, OMB, CRESP, e por último SINDIMUSSP,.e da CPI da câmara dos deputados em 96…
    É muito importante, quando levantamos bandeiras devemos respeitar aqueles que carregaram o piano para os outros tocarem, porque essa é a verdade de todo esse trabalho, nós lutamos, brigamos, acabamos com pessoas não gratas a vários setores da sociedade e no final quem aparece na assinatura, bem, esse é o grande batalhador…..é só no Brasil mesmo….coisa insana!!!!!..

  2. A Paula Lavigne está preocupada mesmo com os músicos, com a cultura, ou com com sua “indústria de entretenimento”.? Entrou na luta tardiamente, o que fazia até então? Quero ver na hora, que espero seja logo, que o debate sobre a Lei Rouanet seja retomado. Ela, provavelmente será uma das maiores críticas a qualquer proposta de reformulação. Espero estar enganada. Beijão pra você.

  3. Vários enganos senhor Mario Henrique de Oliveira. Não quis trazer nenhum solista para executar o piano a que se refere. Trouxe à tona, para homenagear, a afinadora dos instrumentos da orquestra que permitiu a bela execução da obra e que nada cobrou por isto. Não foi negado nenhum crédito à execução dos exímios componentes da orquestra, o que realmente poderia ser considerado uma insanidade. Desculpe se alguma farpa tenha atingido a sua vaidade ou ferido o que supõe ter sido a luta travada para se chegar onde se chegou. Sobre isto Ivan Lins exalta em seu artigo e eu não precisaria ser redundante. É apenas o reconhecimento pelo papel desempenhado pela afinadora Paula, sem o que a obra pudesse ter, como previam alguns músicos, sido interrompida por mais não sei quanto tempo. A desinformação pode ser sua, como a de alguns colegas alheios às minúcias do processo, que vivem a buscar razões para um racha, mesmo num caso como este em que se reconhece e se agradece a competência dinâmica de uma voluntária com pontaria para acertar o quengo do inimigo. Insanidade?… Só no Brasil, mesmo. Quando se vence uma batalha aparece herói de todo lado. Estou sabendo de sua luta, caro Mario, e de sua contribuição à causa. Você pode ser até o pianista da orquestra onde apenas toco meu reco-reco. Mas considere que a Paula fez a diferença e mande flores pra ela. Ela merece nosso carinho.

  4. Parabens Sergio pelo texto e acima de tudo pelo reconhecimento do trabalho de todos os soldados desse exército, comandado pela incansável Paula.

  5. Somos de soldados a generais da banda, meu caro. Ironias à parte, reconheçamos o valor dos voluntários que se dispõem a se arriscar por amor a nossa causa, desinteressadamente, juntamente com nossos heróis na linha de frente. Sobre tudo quando conseguem, com eximia pontaria, dar o tiro de misericórdia. Um abraço.

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